quarta-feira, 26 de outubro de 2011

No Chão do Quarto- Parte I



"...E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace..." Skank


Tua tristeza me entristesse.
Não sei exatamente o que fazer, então pego  na sua mão e a deixo soluçar,se pudesse, tirava o peso dos ombros e colocaria nas minhas próprias costas.


Teus olhos inchados, tão vermelhos, me traduzem a incapacidade de voltar o passado, então valorizo tua companhia e cada segundo de atenção, dou aos teus movimentos.


Ela fica no chão do quarto e dorme no meu colo, vigio cada respiração sua e temo sua solidão.


Não sei o que fazer de exato a não ser observa-la.


Foto por: Walteer Henri

Um comentário:

Tábata Borges disse...

É engraçado esse negócio de "solidão a dois". Mas não é "a dois" a palavra que eu gostaria de usar ... Mas como iria dizer, "solidão a mil"? "Solidão na multidão" ?
Fica meio fora de lugar a palavra ...

Essa sensação de estar cercada de pessoas e ainda assim senti-se só, é a morte vagarosa. Vai matando cada pontinho de felicidade, sem que se sinta nada. E quando se olha, o estrago já está feito.
Mata os positivismos
Mata-se a indignação.
Resta só o conformismo, que também mata mais um pouco.

Mas isso tudo pode ser apenas um apelo pra chamar atenção e dizer

Fica perto de mim, que mim vai precisar. O meu cansaço não me deixa mais pensar ♪

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